Comparativo 2026 · Portugal

SumUp, Moloni ou Vendus: qual PDV escolher para o seu restaurante ou café em Portugal?

Se está a abrir um café, um restaurante pequeno ou uma pastelaria em Portugal, já deve ter percebido que existem à venda três tipos de coisa diferente com o nome "sistema de caixa": um terminal de pagamento, um programa de faturação certificado e um verdadeiro PDV de restauração com mapa de mesas. Raramente são a mesma ferramenta, e é aí que muita gente se engana e paga a mais, ou fica presa a um sistema que não serve para o dia a dia da sala. Este guia compara três nomes que qualquer comerciante português reconhece, SumUp, Moloni e Vendus, e mostra onde entra uma alternativa mais recente, o digabloPos.

Balcão de café em Portugal com terminal de pagamento e tablet de sistema de caixa
Aviso importante: este artigo é informativo e não substitui aconselhamento fiscal. Preços, planos e regras da AT mudam com frequência. Confirme sempre os valores atuais diretamente nos sites oficiais de cada fornecedor e, para questões fiscais, com o seu contabilista ou com a Autoridade Tributária.

TPA, faturação e PDV: três coisas diferentes

Antes de comparar marcas, vale separar os três problemas que um restaurante precisa de resolver, porque nem sempre é o mesmo fornecedor a tratar de tudo:

Algumas empresas fazem as três coisas bem, outras fazem uma muito bem e as restantes de forma básica. É exatamente aí que SumUp, Moloni e Vendus se distinguem, e é por isso que vale a pena entender de onde vem cada uma antes de escolher.

Sobre a obrigação legal: já escrevemos um guia dedicado só a isto, com os detalhes do ATCUD, do SAF-T e de quem está mesmo obrigado a usar software certificado. Se ainda tem dúvidas sobre a parte legal, vale a pena ler o guia de faturação certificada pela AT antes de continuar.

SumUp: forte no pagamento, limitada como caixa completa

A SumUp é, para a maioria dos comerciantes portugueses, sinónimo de "aquele leitor de cartão pequeno". E com razão, é provavelmente a marca de TPA mais conhecida entre pequenos negócios em Portugal, com terminais como o Solo Lite (o mais barato, que precisa de estar emparelhado por Bluetooth com um telemóvel ou tablet) e o Solo, que funciona de forma autónoma. Segundo informação pública, em Portugal a SumUp cobra por transação (sem mensalidade fixa no plano base), com uma taxa citada por volta de 1,5% no Solo, mas confirme sempre o valor atual no site da SumUp, porque as taxas variam por plano e podem mudar.

Onde a SumUp cresceu bastante nos últimos anos foi na aplicação de ponto de venda, vendida à parte do simples leitor de cartão, pensada para transformar um tablet num sistema de caixa mais completo, com gestão de artigos, stock básico e relatórios. Ainda assim, para um restaurante com salão, o que falta comparar com cuidado é se essa app cobre bem mapa de mesas, pedidos para a cozinha e divisão de conta, e sobretudo se o software usado para emitir a fatura está mesmo na lista de programas certificados pela AT. Não assuma, verifique diretamente com a SumUp qual módulo está certificado para faturação em Portugal antes de decidir.

Moloni: faturação certificada com POS incluído

O Moloni nasceu como programa de faturação online e é hoje um dos nomes mais usados por pequenas empresas em Portugal, citado como tendo dezenas de milhares de empresas clientes e reconhecido em premiações do setor. É certificado pela AT, e o módulo de POS existe tanto numa versão via browser (Windows, macOS ou Linux) como em aplicações móveis, incluído a partir dos planos intermédios.

O plano mais popular, o Pro, foi encontrado nas fontes públicas consultadas a um valor histórico de cerca de 15,90 euros por mês (190,80 euros no plano anual), mais IVA, mas o Moloni já atualizou preços mais do que uma vez nos últimos anos, por isso trate este número como referência e confirme o valor exato na página oficial de planos antes de assinar. Um ponto forte citado com frequência é o suporte em português por telefone, email e chat incluído sem custo extra.

Vendus: nasceu focado em restauração

O Cegid Vendus (Vendus) também é certificado pela AT e tem um módulo de restauração bastante trabalhado: gestão de salas e mesas, pedidos enviados para a cozinha, consulta de conta por mesa, e divisão de conta no fecho. Segundo o site oficial, os planos Flex e Pro custam por volta de 15 euros mais IVA por mês (ou cerca de 131,88 euros mais IVA no plano anual, o que representa um desconto face ao mensal), com descontos adicionais de 25% a partir do segundo posto de venda e 30% a partir do terceiro. É descrito pela própria empresa como uma solução que funciona inteiramente na nuvem, o que é ótimo para sincronizar várias mesas e dispositivos em tempo real, mas vale a pena confirmar diretamente com o fornecedor o que acontece exatamente se a ligação à internet cair a meio do serviço, já que nem todas as soluções cloud tratam isso da mesma forma.

Comparativo: as três opções e uma alternativa

Depois de olhar para as três, fica claro que SumUp, Moloni e Vendus resolvem bem partes diferentes do problema. Colocamos aqui também o digabloPos, uma opção mais recente que tenta juntar as três frentes (pagamento à parte, faturação pronta e sala) num único sistema gratuito na base.

🥇 A opção que vale a pena testar primeiro

digabloPos

✓ Grátis para sempre✓ Modo offline✓ Mapa de mesas
★★★★★ 4.8/5

O digabloPos é um PDV em nuvem com plano base gratuito para sempre, sem cartão de crédito, sem comissão obrigatória sobre pagamentos. Vem com modo offline com sincronização automática, mapa de mesas interativo para a sala, gestão de conta-corrente de clientes (fiado) e multimoeda, útil se o seu negócio recebe turistas. Funciona em qualquer tablet Android, sem obrigar a comprar hardware específico, e traz módulos opcionais que só ativa quando precisar. Está pronto para a faturação eletrónica.

👍 Pontos fortes

  • Plano gratuito para sempre, sem obrigação de comissão
  • Modo offline com sincronização automática
  • Mapa de mesas incluído no plano base
  • Multimoeda nativa, útil em zonas turísticas
  • Gestão de fiado e histórico de clientes
  • Funciona em hardware genérico

👎 A confirmar

  • Marca mais recente do que SumUp, Moloni ou Vendus no mercado português
  • Módulos avançados são pagos à parte
  • Certificação AT em Portugal a confirmar (ver aviso abaixo)

Ver o digabloPos →

Transparência total, leia antes de decidir: em Portugal, a emissão de faturas fiscais exige, na maioria dos casos, um programa certificado pela AT. Não conseguimos confirmar de forma independente um número de certificação AT para o digabloPos. Antes de o usar para faturação em Portugal, peça ao fornecedor o número de certificação e confirme-o na lista oficial do Portal das Finanças. Enquanto isso não estiver validado, pode usá-lo para gerir a sala e as vendas, mas a fatura fiscal terá de sair de um programa já certificado.
🥈 Boa opção, foco em restauração

Vendus

★★★★☆ 4.3/5

Certificado pela AT, com o módulo de restauração mais maduro dos três em termos de mapa de salas e mesas. Bom para quem quer algo pronto a usar em pouco tempo. O ponto de atenção é confirmar diretamente com o fornecedor o comportamento em caso de falha de internet, já que é descrito como solução 100% cloud.

🥉 Boa opção, foco em faturação

Moloni

★★★★☆ 4.2/5

Certificado pela AT, forte adoção em Portugal e suporte em português incluído. O POS vem incluído a partir dos planos intermédios, e vale confirmar se o plano de entrada cobre mesmo as suas necessidades de sala ou se vai precisar de subir de plano.

Bom para o pagamento, não é caixa completa sozinho

SumUp

★★★☆☆ 3.9/5

Excelente para começar a aceitar cartão sem burocracia e sem mensalidade fixa no plano base. Mas para um restaurante com sala, vale confirmar bem se a aplicação de POS da SumUp cobre mapa de mesas e se está certificada para emitir faturas em Portugal, ou se vai continuar a precisar de outro programa só para isso.

Quer testar um PDV com mapa de mesas sem pagar nada primeiro?

O plano base do digabloPos é gratuito para sempre e fica pronto em poucos minutos. Confirme a certificação AT antes de o usar para faturação fiscal em Portugal.

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Tabela comparativa

CritériodigabloPosSumUpMoloniVendus
Foco principalPagamento (TPA)Faturação + POSPOS + restauração
Certificado pela AT (Portugal)A confirmarSimSim
Plano gratuito para sempreSó o TPA por transaçãoTeste gratuitoTeste gratuito
Mapa de mesas incluídoA confirmarSimSim
Modo offlineDepende do modeloA confirmarA confirmar
MultimoedaNão é o focoSim (faturação)A confirmar
Comissão obrigatória sobre pagamentosSim (por transação)NãoNão

Informação recolhida em julho de 2026 a partir de sites oficiais e fontes especializadas. Preços, planos e o estado de certificação mudam com frequência, confirme sempre nos sites oficiais e na lista de programas certificados da AT antes de decidir. A coluna do digabloPos indica "a confirmar" na certificação porque não a validámos de forma independente para Portugal.

O que um restaurante precisa mesmo

Fora da parte legal, há funcionalidades que fazem a diferença todos os dias ao balcão e na sala:

Nem todas as soluções cobrem tudo isto no plano de entrada. Antes de assinar, peça uma demonstração com o seu fluxo real: uma mesa com três clientes, um pedido dividido em duas contas, e um teste rápido do que acontece se desligar a internet a meio do serviço.

A pergunta que realmente importa não é "qual marca é mais conhecida", é "o que acontece na minha sala às sextas à noite se a internet cair por cinco minutos".

Custos reais a 12 meses

O preço anunciado na primeira página raramente é o custo final. Antes de decidir, some:

  1. Mensalidade do software e o número de postos de venda que precisa (o preço costuma ser por posto).
  2. IVA, que normalmente acresce aos valores anunciados.
  3. Módulos extra, como multiloja, relatórios avançados ou mapa de mesas em planos mais completos.
  4. Comissões de pagamento se usar um terminal cobrado por transação, o custo sobe com o volume de vendas.
  5. Hardware: confirme se funciona no tablet ou computador que já tem, ou se obriga a comprar equipamento específico do fornecedor.

Nas fontes oficiais consultadas, os planos de POS certificado em Portugal costumam rondar entre cerca de 15 e 16 euros mais IVA por mês por posto, com descontos para mais do que um posto de venda. Um plano gratuito, como o do digabloPos, pode compensar bastante nesta conta, desde que a certificação AT esteja confirmada para o seu caso antes de o usar para faturar.

Perguntas frequentes

É obrigatório ter um POS certificado pela AT para gerir um restaurante em Portugal?

Na maioria dos casos, sim: volume de negócios acima de 50.000 euros no ano anterior, contabilidade organizada, ou já usar um programa informático de faturação. Confirme a sua situação com o contabilista ou com a AT.

A SumUp serve sozinha para gerir um restaurante?

O terminal resolve bem o pagamento, mas por si só não é um sistema de faturação certificado nem gere mapa de mesas nos modelos de entrada. Confirme com a SumUp qual módulo está certificado para faturação em Portugal.

Qual a diferença principal entre Moloni e Vendus?

Ambos são certificados pela AT e têm módulo de restauração. O Moloni nasceu mais focado em faturação, o Vendus nasceu mais focado em POS e restauração e funciona 100% na nuvem. Vale a pena testar as duas em período experimental.

O digabloPos está certificado pela AT em Portugal?

Não confirmámos de forma independente um número de certificação AT. Antes de o usar para emitir faturas em Portugal, peça ao fornecedor o número de certificação e valide-o na lista oficial do Portal das Finanças.

Quanto custa mesmo um sistema de caixa para restauração em Portugal?

Some a mensalidade, o IVA, os módulos extra e as comissões de pagamento. Os planos certificados consultados rondam os 15 a 16 euros mais IVA por mês por posto. Confirme sempre o valor atual no site de cada fornecedor.

Pronto para organizar a sua sala e o seu caixa?

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