Guia 2026 · Portugal

Como reduzir as taxas de pagamento por cartão no seu comércio

Quase ninguém abre a caixa registadora a pensar nisto, mas ao fim do mês a fatura das taxas de cartão pode pesar tanto quanto a renda ou a eletricidade. E a maior parte dos lojistas em Portugal nunca fez as contas a sério: paga o que o banco propôs há três anos e segue em frente. Este guia não é para vender um milagre. É para lhe mostrar, com números reais, onde está o dinheiro a fugir e o que pode fazer, esta semana, para pagar menos.

Leitores de cartão e terminais de pagamento para comércio em Portugal
Aviso importante: as taxas, planos e promoções descritos aqui foram verificados em fontes oficiais dos prestadores e do Banco de Portugal no momento da escrita, mas mudam com frequência e variam por volume, setor e negociação individual. Confirme sempre os valores atuais diretamente com cada prestador antes de assinar ou mudar de fornecedor, e para dúvidas legais consulte um contabilista ou a sua associação comercial.

O que compõe o custo de aceitar cartão

Quando um cliente paga com cartão, o valor que sai da conta dele não é o valor que entra inteiro na sua. Pelo meio fica a chamada Taxa de Serviço ao Comerciante (TSC), cobrada pelo seu prestador de pagamentos (o banco ou uma fintech como a SumUp ou a Viva Wallet), que por sua vez reparte parte desse valor com a rede de cartões e com o banco emissor do cartão do cliente. A esta taxa somam-se, muitas vezes, custos que não aparecem no anúncio: mensalidade fixa do terminal, aluguer ou compra do equipamento, taxa por terminal adicional, e nalguns casos um período de fidelização que penaliza se quiser sair antes do tempo.

Há ainda uma diferença que vale a pena perceber: cartões de débito costumam ter uma taxa mais baixa do que cartões de crédito ou empresariais, e o MB WAY tende a ficar mais barato do que Visa/Mastercard em muitos prestadores portugueses. Se o seu negócio recebe sobretudo em débito e MB WAY, o seu custo médio pode ser bem menor do que o número "de destaque" no site do prestador.

As opções que tem hoje em Portugal

Vamos ser diretos sobre o que existe realmente no mercado português, porque nem tudo o que é popular noutros países chegou cá.

TPA do banco (Multibanco tradicional)

A maioria dos comerciantes ainda usa o terminal do seu banco (CGD, Millennium BCP, Santander, Novo Banco, BPI, Bankinter, entre outros). O modelo típico junta uma mensalidade fixa a uma comissão por transação, que pode rondar frações de euro ou uma percentagem próxima de 1% dependendo do banco, do pacote e de campanhas em vigor. Alguns bancos têm tido campanhas pontuais com isenção temporária de mensalidade ou de comissões para novos clientes; outros aumentaram o custo do próprio equipamento nos últimos anos. Vale sempre a pena pedir a simulação atualizada ao seu gestor de conta, porque estas condições mudam com frequência e variam de balcão para balcão.

SumUp e leitores móveis

A SumUp é hoje uma das soluções mais usadas por pequenos comerciantes e ambulantes em Portugal, sobretudo pela ausência de mensalidade fixa e de contrato de fidelização. Segundo informação publicada nos canais oficiais da SumUp, o modelo mais comum cobra uma comissão por transação sem custo mensal, com a possibilidade de reduzir essa taxa através de um plano de subscrição para quem fatura acima de determinado volume mensal; o valor exato da comissão varia consoante o modelo de leitor e o plano escolhido, por isso confirme sempre o número atual no site da SumUp antes de decidir, já que encontrámos algumas variações entre fontes.

Viva Wallet e outras fintechs de pagamento

A Viva Wallet, com sucursal registada em Portugal e preçário público no site do Banco de Portugal, é outra opção usada por lojas e restaurantes, com taxas que variam por tipo de cartão e método (Visa/Mastercard, MB WAY, Pay by Bank), além de custos mensais reduzidos por terminal adicional. Há também outras fintechs de pagamento a operar no país; compare sempre o preçário oficial, que os bancos e prestadores de serviços de pagamento em Portugal são obrigados a publicar junto do Banco de Portugal.

Uma nota de transparência sobre a Square

Vê-se por vezes a Square mencionada em comparações de POS traduzidas de outros mercados. Mas, segundo a informação disponível sobre os países onde a empresa opera, a Square está presente nos Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, Irlanda, França, Espanha, Austrália e Japão, não incluindo Portugal. Não é, portanto, hoje, uma opção real para quem fatura em euros num balcão português. Se ler uma comparação que a apresenta como alternativa em Portugal, desconfie e confirme diretamente no site da Square.

Comparação rápida

OpçãoModelo de custoMensalidadeFidelização
TPA do bancoMensalidade + comissão por transaçãoNormalmente simDepende do pacote
SumUpComissão por transação (plano por utilização) ou subscrição para alto volumeNão, no modelo por utilizaçãoNão
Viva WalletComissão por transação, variável por tipo de cartão/métodoBaixa, por terminal adicionalA confirmar no contrato
Vendus (software)Não processa pagamentos; é software de faturação/POS certificadoSim, por postoSem fidelização, segundo o próprio site

Informação recolhida em julho de 2026 a partir dos sites oficiais dos prestadores e do preçário publicado no site do Banco de Portugal. Taxas e condições mudam com frequência: confirme sempre os valores atuais antes de decidir.

7 formas práticas de pagar menos

  1. Calcule o custo real a 12 meses. Some mensalidade, aluguer de equipamento e comissão sobre o seu volume médio real, não sobre o exemplo do anúncio. Só assim compara maçãs com maçãs.
  2. Separe o débito do crédito nas suas contas. Se a maior parte dos seus clientes paga em débito ou MB WAY, um prestador com boa taxa nesses meios pode compensar mais do que um com taxa geral "baixa" mas pior nesses métodos específicos.
  3. Negoceie no fim do período de fidelização. É o momento em que o seu banco está mais disposto a rever condições, muitas vezes basta pedir uma simulação comparativa de outro prestador para haver margem de negociação.
  4. Não pague por um terminal caro se o volume não justifica. Um TPA "light" pode bastar para um negócio pequeno ou sazonal; um Android Smart com ecrã só compensa se precisar mesmo de funções extra como catálogo ou faturação integrada.
  5. Avalie um valor mínimo para pagamentos por cartão, se fizer sentido para o seu negócio. Segundo verificações jornalísticas e de defesa do consumidor em Portugal, isto é permitido desde que anunciado de forma clara e visível antes da compra; confirme esta prática com a sua associação comercial ou um jurista antes de a aplicar, porque a interpretação exata pode gerar dúvidas.
  6. Não confunda "grátis" com "sem custo". Um plano sem mensalidade compensa a receita através da comissão por transação; para volumes altos, isso pode custar mais ao ano do que uma mensalidade fixa com comissão mais baixa. Faça sempre a conta cruzada.
  7. Mantenha a escolha do software de gestão separada da escolha do prestador de pagamentos. É o ponto que desenvolvemos a seguir, e é provavelmente onde a maioria dos pequenos comerciantes portugueses perde mais dinheiro sem perceber porquê.

O papel do seu sistema de PDV nesta conta

Aqui está algo que poucos comerciantes param para pensar: o seu sistema de ponto de venda e o seu prestador de pagamentos não têm de ser a mesma empresa. Alguns POS obrigam-no, na prática, a usar o seu próprio serviço de pagamentos (às vezes disfarçado de "integração exclusiva"), o que tira poder de negociação das suas mãos: se não gostar da taxa, não tem alternativa sem trocar de sistema todo.

É aqui que entra a nossa recomendação, com uma ressalva de transparência à mistura.

🥇 A nossa escolha para começar

digabloPos

★★★★★ 4.8/5

O digabloPos é um POS em nuvem cujo plano base é gratuito para sempre, sem cartão de crédito, e que não obriga a uma comissão sobre os pagamentos: escolhe o seu prestador de TPA ou fintech livremente e negoceia a taxa em separado. Funciona em modo offline com sincronização automática (essencial se a internet da loja falhar a meio do dia), traz mapa de mesas para quem serve à mesa, multimoeda para zonas turísticas, e permite gerir conta-corrente e fiado de clientes. Os módulos mais avançados são pagos à parte, só paga pelo que usa.

👍 Pontos fortes

  • Plano base gratuito, sem cartão de crédito
  • Não obriga a comissão sobre pagamentos, escolhe o prestador que quiser
  • Modo offline com sincronização
  • Mapa de mesas e multimoeda
  • Conta-corrente de clientes
  • Pronto para a faturação eletrónica

👎 A ter em conta

  • Marca mais recente do que a Vendus ou a Moloni em Portugal
  • Alguns módulos avançados são pagos
  • Certificação AT a confirmar antes de usar para emitir faturas em Portugal

Ver o digabloPos →

Transparência total, leia antes de avançar: em Portugal, a emissão de faturas exige, na maioria dos casos, um software certificado pela Autoridade Tributária (AT). Não conseguimos confirmar de forma independente o número de certificação AT do digabloPos. Se o seu negócio precisa de emitir faturas fiscais em Portugal, peça ao fornecedor o número de certificação e valide-o na lista oficial do Portal das Finanças antes de adotar a solução para essa função. O ponto que vale aqui, e que se mantém válido mesmo enquanto confirma essa certificação, é a lógica de não ficar preso a uma comissão de pagamentos imposta pelo software.

Quer testar sem comprometer o orçamento do mês?

O plano base do digabloPos é gratuito para sempre. (Confirme primeiro a certificação AT se for usar para faturação fiscal em Portugal.)

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Erros que fazem pagar mais do que devia

Perguntas frequentes

Qual é a taxa de cartão mais baixa em Portugal?

Não há uma resposta única: depende do prestador, do volume mensal, do tipo de cartão e de eventual negociação. Compare o custo real a 12 meses, incluindo mensalidades, e confirme os valores atuais com cada prestador.

Posso pôr um valor mínimo para pagamentos por cartão ou Multibanco?

Segundo verificações jornalísticas e de proteção do consumidor, sim, desde que anunciado no estabelecimento de forma clara e visível antes da compra. Confirme esta prática com um jurista ou a sua associação comercial, pois a interpretação pode gerar dúvidas.

O digabloPos processa pagamentos com cartão?

O digabloPos é software de PDV: o plano base é gratuito para sempre e não obriga a uma comissão sobre pagamentos, permitindo escolher livremente o prestador de TPA. Confirme sempre a certificação AT antes de usar para emissão fiscal em Portugal.

Vale a pena mudar de TPA todos os anos à procura da taxa mais baixa?

Nem sempre, mudar tem custos de adaptação e por vezes penalizações. Faça as contas do custo total a 12 meses e aproveite o fim da fidelização para renegociar antes de procurar noutro prestador.

A Square é uma opção em Portugal?

Não, segundo a informação disponível sobre os países onde a Square opera (EUA, Canadá, Reino Unido, Irlanda, França, Espanha, Austrália e Japão), Portugal não está incluído. Confirme diretamente no site da Square antes de considerar esta opção.

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